Buyer persona

Buyer Persona – um artifício diferente!

Lembra do que ficamos te devendo no post anterior? Pois é, aqui está o tão esperado post!  

Caso você não saiba, para criar um produto ou ter um serviço que atenda as necessidades reais do seu cliente, é primordial entendê-lo. A partir do conhecimento do público alvo, a melhor forma de se fazer isso é criando as tão famosas Buyer personas.

 

Primeiro, vamos diferenciar.

Mas ei, antes de falarmos disso, que tal darmos uma pausa para entender a diferença entre público alvo e Buyer Persona?

Vamos fingir que você me falou que quer muito vender um produto para homens, de 40 anos para cima e que gostam de cuidar da barba. Analisando bem, isso se enquadraria em quê? Se você disse “homens barbudos com estilo” você acertou! Tá, tudo bem, têm homens sem barba também que ficam muito melhores, nós sabemos.

Mas brincadeiras à parte: isso é um público alvo. Você não definiu nada mais além de um range (alcance) do seu produto. Afinal, a Márcia não iria se interessar em comprar um creme de barbear para deixar a barba dela no estilo, não é?

E se eu te falasse um pouco mais da Márcia, a fim de fazer um produto que atendesse às necessidades dela? Aí eu estaria criando uma buyer persona. A nossa amiga tem 29 anos, é solteira, ama seu cachorro Almofadinhas. É gerente de comunicação e ganha muito bem! Ela é uma pessoa que poderia existir de verdade, mesmo que eu não a conheça. É importante salientar que buyer personas são constituídas por características reais de pessoas reais, mesmo que num ambiente fictício.

Se eu quero melhorar o meu negócio, posso me atentar aos itens pontuais. Por exemplo: eu tenho uma petshop bem massa e inovadora. Sabendo que a Márcia gosta de Harry Potter, por quê não criar uma roupinhas de cachorros com estampas da saga? Imagina só o almofadinhas com uma roupa do Sirius Black? Que tal uma estampa “Have you seen this dog?” (referências, meu amigo)

Essa é a diferença principal entre um e outro. Público alvo é aquele que possui informações genéricas, demográficas, sem direcionamento algum. Ele serve para dar um start, mas pode ser mais difícil de solucionar um problema real da sua clientela se você focar somente nisso e não no público como um conjunto de indivíduos.

 

Cuidado, tome muito cuidado!

Como já vimos, buyer personas são personagens fictícios que nós criamos, mas não caia na tentação de achar que qualquer cliente que você criar de sua mente vai funcionar. Busque conhecer o seu mercado e entender os hábitos da pessoa que compraria de você. Quem seria o cliente ideal para alavancar as vendas? Qual a idade dele? Quais os hobbies? Quais os hábitos? Quem é? Dê nomes, pesquise! Cuide com os achismos.

Pense comigo: enquanto consumidores, sempre buscamos o melhor produto, certo? Certo! E esses produtos têm que realmente atender o que queremos, certo? Certo! Então, por que não entregar produtos incríveis a um cliente que está só esperando para conhecer o seu estabelecimento?

É para isso que servem as buyer personas: direcionamento. O seu produto ou seu serviço serão pensados com base no perfil do seu consumidor.

Faça um pequeno exercício: imagine você mesmo como uma buyer persona. O que você poderia inovar em produtos para se agradar? É, tem empresas que podem estar usando você como perfil para suas estratégias de venda.

Só tome cuidado! Nem sempre formar uma legião de personas é o melhor caminho. Comece criando duas ou três e veja se há necessidade de seguir adiante. Cinco é um bom limite para chegar ao seu objetivo.

 

E por que devo fazer tudo isso?

Pesquisar sobre público alvo qualquer um pode fazer. Agora ir mais a fundo e entender as reais necessidades dos clientes? Isso não é para qualquer um. Na busca de construir esse cliente ideal, você acabará conhecendo mais do seu mercado, dos seus ramos de atuação e, principalmente, do que sua empresa precisa para crescer. E eu digo crescer de verdade, não somente ter um produto a mais.

Com um entendimento desses você começará a se perguntar coisas novas. O que os meus clientes pesquisam? Como eles podem chegar ao meu produto? Por que eles iriam querer chegar ao meu produto? Direcionamento, lembre-se disso!

 

Como eu boto na prática?

Se você já possui uma clientela, já é meio caminho andado! O relacionamento que as pessoas têm com a sua empresa pode dar um Norte de como seguir. Afinal, já existe uma base de clientes que compra com você. Analise essa base, entenda o perfil dos clientes que você já tem. São consumidores reais dos seus produtos e serviços.

Trace objetivos a partir dessa clientela e veja o que fez de certo até agora. Há um motivo por trás disso tudo. Entenda ele e você encontrará as buyer personas que você precisa!

Caso você ainda esteja começando o seu negócio, não se preocupe! Você consegue pensar igualmente numa buyer persona que vai te guiar. Pense em como essa pessoa é, no que ela faz, no que ela quer fazer. Crie um personagem, basicamente. Alguém com um dia a dia, com uma rotina de vida, renda, hobbies,etc. Vá juntando informações e, quando você se der conta, estará pronta a sua buyer persona.

 

E por que isso influenciaria no meu negócio?

Uma boa ideia, um bom produto ou um bom serviço por si só não se mantém. Você precisa ter um direcionamento de mercado, conhecer os clientes, descobrir como agradá-los e conquistar a confiança deles.

Você não conseguirá agradar sempre, mas acredite: é mais fácil fazer isso ao se colocar no lugar dele. Não faça do seu negócio uma missão impossível, sendo que você tem o segredo que desarma a bomba em suas mãos.

Quanto mais você entender do assunto, mais qualidade e valor o seu produto ou serviço terá. Quanto mais qualidade e valor, mais clientes felizes e fiéis chegarão até você. Vai dizer, é o paraíso ou não é? 😉

Autor
Myfid

                          
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